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  • Séc. XXI
  • Você é nosso convidado especial para conhecer
    a história do GLP
    no Brasil e no Mundo.

    Navegue através dessa trajetória.

  • • Maio de 1912, na casa de John Garing, em Waterfor, Pensilvânia, realiza-se a primeira instalação doméstica de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

    • Em 1920, a empresa Carbide lança no mercado a marca Pyrofax Gas. O uso do GLP começa a propagar-se.

    • Entre 1927 e 1930, grandes companhias, como Phillips Petroleum, Standard Oil, Shell, entre outras, entram no mercado.

  • • Em 1937, após a proibição dos voos do Graf Zeppelin, o austro-brasileiro Ernesto Igel comprou 6 mil cilindros de gás propano, que serviam de combustível para as viagens do dirigível, e começou a comercializá-los para cocção por meio da Empresa Brasileira de Gás a Domicílio Ltda., futura Ultragaz.

    • Em 1938, apenas 166 brasileiros, todos do Rio de Janeiro, usavam GLP. Para estimular massificação do novo combustível, Igel investiu em publicidade e promoção, e passou a comercializar fogões para botijões. Naquela época, só havia modelos movidos a gás canalizado ou lenha.

    • A distribuição de GLP no Brasil é uma das poucas atividades que começaram em data relativamente próxima àquela observada nos países do Hemisfério Norte. Foi uma iniciativa privada, sem qualquer incentivo e financiamento governamental, característica, do setor de distribuição de GLP no Brasil até hoje.

    • É criado o CNP (Conselho Nacional do Petróleo), que estabelece normas e regulamentos para garantir um setor com garantia de segurança, abastecimento continuo e qualidade nos serviços.

    • Em 1939, o Brasil faz sua primeira extração de petróleo, na Bahia. O campo é batizado de Lobato, em homenagem ao escritor Monteiro Lobato, defensor da ideia de investir em prospecção, pois acreditava que o petróleo era abundante no Brasil. Nesta mesma época, a cidade do Rio de Janeiro já tem 395 famílias consumindo GLP.

  • • Em 1946, a Esso – Gás, subsidiária da Standard Oil (atual Supergasbras), inicia operações no Rio de Janeiro e torna-se a segunda distribuidora de GLP a atuar no País.

  • • Em 1950, a indústria desenvolve o P13 – botijão com capacidade para 13kg de gás –, que se tornou modelo oficial de embalagem de uso doméstico no Brasil.

    • Em 1951, Edson Queiroz, empreendedor brasileiro, lança em Fortaleza a empresa que viria a se tornar a atual Nacional Gás.

    • Em 1953, a campanha de setores nacionalistas da sociedade pelo estabelecimento do monopólio estatal do petróleo ganha força no segundo governo de Getúlio Vargas, tendo como palavra de ordem "O Petróleo é Nosso".

    • Em 1953, o então presidente Getúlio Vargas sanciona a Lei 2004, que cria a Petrobras. A italiana Agip chega ao Brasil, com a empresa Agip Liquigás (atual Liquigás), que trouxe o conceito novo da distribuição através dos dealers.

    • Em 1955, a Petrobras inicia a produção de GLP no Brasil, após a entrada em operação de suas refinarias. O setor de distribuição desenvolveu-se rapidamente em todas as regiões próximas ao litoral, atendendo quase 500 mil consumidores.

    • Em 1955, o empresário Ueze Elias Zarhan funda a Copagaz, em Campo Grande (MS), e o empresário Antonio de Carvalho Lage Filho, cria a Minasgás, com sede em Belo Horizonte.

    • A Fogás foi fundada em Manaus - AM, no ano de 1956 pelos irmãos Israel, Samuel e Saul Benchimol, criando um novo conceito de distribuição de gás na Floresta Amazônica, utilizando os rios da região como meio de transporte aos mais distantes municípios da região.

  • • Em 1962, com a falência dos sistemas públicos de gás canalizado, a indústria do GLP apresentou-se como a principal candidata a suprir as necessidades das empresas que chegavam ao País, sobretudo para produzir veículos, ligas metálicas, aços e vidros especiais.

    • Em 1962, as instalações industriais de GLP foram postas nas fábricas da Volkswagen e da GM, assim como em indústrias de vidros e alimentos. O GLP passa a ser usado como propelente (spray), substituindo os agentes à base de CFC prejudiciais ao meio ambiente.

    • Em 1964 os irmãos Zacharias fundam a Cia. Prudentina de gás, que mais tarde viria a operar com a marca SERVGÁS.

  • • Em junho de 1974, o Ministério de Estado dos Negócios do Trabalho e Previdência Social reconhece, por meio da Carta Sindical, assinada pelo então ministro Arnaldo Pietro, a fundação do Sindigás (Sindicato Nacional das Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo).

    • Em 1976, com a Resolução 13 do CNP (Conselho Nacional do Petróleo), encerrou-se o vínculo do consumidor de uma única empresa fornecedora de GLP.

    • Em setembro de 1978, o CNP divulga a medida nº 12, que restringe o uso do GLP prioritariamente para cocção, laboratórios ou como insumo essencial ao processo de fabricação e empilhadeiras.

  • • Os anos 80 marcam um processo de achatamento do preço de GLP no Brasil, gerado pela política do governo, que via na compressão das tarifas públicas um modelo de dominar a inflação.

    • As empresas do setor começaram a ter dificuldades e a apresentar balanços negativos, fazendo despencar os investimentos em novos caminhões, substituição de botijões, instalações e equipamentos.

    • O setor deixa de ser atraente para novos empreendedores, não só pela excessiva regulamentação, mas também pela falta de retorno dos investimentos.

    • Em 1986, é fundada a Associação Ibero America de Gás Liquefeito de Petróleo, com o objetivo de aumentar a interação entre América Latina e a Península Ibérica.

    • Em 1987, é fundada a WLPGA – World LP Gas Asociation (Associação Mundial de GLP).

  • • Em 1990, o extinto Ministério da Infraestrutura (Minfra) cria a Portaria 843, que libera área de atuações e preços de entrega.

    • Em 1990, é criado o Departamento Nacional de Combustíveis (DNC), em substituição ao Conselho Nacional do Petróleo (CNP).

    • Em julho de 1991, o DNC cria a Portaria 16, que dá início à flexibilização, com prévia autorização para fins industriais.

    • Em outubro de 1991, por meio da Portaria 225, o Minfra restringe o uso do GLP a piscinas e fins medicinais.

    • Em 1992, a família Garcia funda a Amazongás, que passa a atuar no mercado de distribuição de GLP no Norte do País.

    • Em 1996, é criado o Código de Autorregulamentação: Liberdade de Preço, Marca, Qualidade e Segurança, que simboliza a retomada do setor e resulta em queda drástica nos acidentes com o GLP. Começam os processos de destroca dos cilindros entre as distribuidoras e de requalificação de botijões, um investimento de mais de R$ 1 bilhão.

    • Em 1998, com a extinção do DNC, é criada a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

  • • Em 2000, chega o Gás Natural (GN), que reduz o consumo de GLP.

    • Em 2002, por meio da resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), encerram-se os subsídios do preço do GLP. O mercado passa a ser acompanhado pela ANP e o preço é liberado ao consumidor final. A ANP publica o Despacho 524, que cria a diferenciação de embalagens iguais ou menores que o P13.

    • Em 2002, a crise cambial e o aumento dos tributos elevam o preço do botijão a R$ 30, fator que gera queda na demanda.

    • Em 2002 a Fogás inicia a comercialização de botijões de menor capacidade, P8 e P5.

    • Em 2003, a ANP elabora a Portaria 297, que prevê o recadastramento das revendas em todo o País.

    • Em 2004 é publicada a Resolução ANP 18 que estabelece parâmetros de qualidade para o GLP, focando em municípios que enfrentam frios mais intensos no período de inverno, precisando de um produto com maior vaporização.

    • Em 2005, com a demanda de GLP ainda em queda, a ANP estabelece a Resolução 15 que regula o setor de distribuição do produto, que ainda tem seu uso restrito.

    • Em 2008, é criada a NBR 15.514, que estabelece normas de segurança para áreas de armazenamento de GLP.

    • Em 2009, com um esforço hercúleo do Setor de Distribuição a manutenção e requalificação de botijões é duplicada.

    • Em 2010, a ANP conclui o programa de recadastramento das revendas e, em parceria com o Sindigás, desenvolve o Programa Gás Legal. Ocorre a inclusão de gases combustíveis no Programa de Edificações Eficientes e a realização do 1º Enagás (Encontro Nacional do Setor de GLP).

    • Em 2011, continua a retomada do setor, com a redução em 53% do número de revendas de GLP informais. Comercialização de GLP bate recorde – 7,1 milhões de toneladas. Realização da segunda edição do Enagás.

    • Em 2012, o Sindigás celebra os 75 anos de GLP no Brasil e o Centenário Mundial; Enagás chega à sua terceira edição; e a ANP em parceria com as associadas ao Sindigás lançam o Programa Gás Legal na Escola.